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Os estados da hipnose não verbal: fascinação, catalepsia, sonambulismo, letargia, êxtase

Os estados da hipnose não verbal: fascinação, catalepsia, sonambulismo, letargia, êxtase

Existe um único transe? Ou, por trás dessa palavra, escondem-se mundos interiores radicalmente diferentes, cada um com a sua própria fisiologia e o seu próprio propósito?

Esses estados têm algo de mágico, pois permitem alcançar resultados concretos. Como lembra o Prof. Dr. Marco Paret, a catalepsia carrega energia: pensemos em quem precisa enfrentar uma reunião decisiva ou um exame após uma noite sem dormir, recuperando prontidão e lucidez. O sonambulismo, por sua vez, permite encontrar soluções criativas e ver uma outra realidade: útil para quem está travado num problema profissional ou relacional, porque abre perspectivas inéditas. A letargia é uma reconstituição profunda, comparável a um sono reparador em poucos minutos, ideal após estresses intensos. Por fim, o êxtase provoca mudanças nos comportamentos no retorno, ajudando a superar hábitos enraizados como a procrastinação ou a ansiedade social.

Essas capacidades não são inatas, mas aprendem-se com um método estruturado: os cursos da Université Européenne oferecem um percurso claro e progressivo. Mesmo praticando sozinho, os resultados aparecem de imediato, mas um curso ao vivo dá em poucos dias o que, de outro modo, exigiria anos de tentativas. Após a formação, bastam 10-15 minutos por dia de exercício para manter e aprimorar as competências. Cada um, com constância e aplicação, obtém ótimos resultados, integrando esses estados na própria rotina para gerir melhor energia, criatividade e recuperação. Não se trata de terapias, mas de ferramentas práticas de autoaperfeiçoamento, acessíveis a quem quiser investir em si mesmo.

A pesquisa distingue hoje diversos estados de consciência, cada um com a sua assinatura fisiológica. O sistema nervoso alterna estados de alerta, de conexão e de recuperação profunda. O que se vive num estado profundo deixa traços nos comportamentos subsequentes.

Quando alguém entra no consultório e diz «eu quero ir profundamente», a resposta da escola é outra pergunta: em que estado queres ir profundamente? Porque a hipnose tem várias dimensões.

«Quando alguém entra e diz “eu quero ir profundamente”, eu diria: em que estado queres ir profundamente? Porque a hipnose tem várias dimensões.»

— Prof. Dr. Paret

Cinco estados, não um único transe

A hipnose comum fala de transe leve, médio e profundo. A escola do Prof. Dr. Paret distingue, em vez disso, cinco estados qualitativamente diferentes, cada um com correspondências neurofisiológicas precisas. É o mapa mais original da tradição não verbal.

Eis, em síntese:

  • Fascinação — o poder do olhar. Ativação particular do sistema dorsal, o da mobilização silenciosa. O sujeito fica ligeiramente mais rígido.
  • Catalepsia — ativação do sistema dorsal de forma ainda mais ampla. Carrega energia, como uma pilha que se recarrega.
  • Sonambulismo — ativação mista de simpático e parassimpático. A mente abre-se, como num sonho. Pode ser de abandono (vagal ventral) ou exteriorizado (com movimento).
  • Letargia — dorsal profundo, também chamado colapso profundo. Estado de reconstituição.
  • Êxtase — ativação de todos os três estados em conjunto. O nível mais alto.

A esses acrescentam-se dois fenômenos particulares: o sonambulismo lúcido (sensibilidade quase telepática) e a crise (uma reação muito forte de libertação).

A pergunta que ninguém mais faz — «em que estado queres ir profundamente?» — abre uma porta: trata-se de escolher onde ir, mais do que de ir mais fundo.

A fascinação: o poder do olhar

«A palavra exata que nós utilizamos é fascinação, porque fascinação é um termo técnico que significa o poder do olhar» — explica o Prof. Dr. Paret. É o primeiro estado, a porta de entrada de toda a hipnose não verbal.

Nesse estado, o olhar do operador guia a atenção do sujeito de forma natural, sem palavras. A mente que controla permanece tranquila: nada é anunciado, tudo acontece. É uma concentração silenciosa, uma recuperação de energias. Como na catalepsia, mas com uma assinatura mais leve.

O sujeito aparece ligeiramente mais rígido, sobretudo nas fascinações hipnóticas. Na magnética, o sinal é mais sutil. Mas o efeito é sempre o mesmo: a atenção focaliza-se, o corpo acalma-se, a mente abre-se.

A catalepsia: o estado que carrega energia

A catalepsia é uma ativação do sistema dorsal de forma ainda mais ampla do que a fascinação. Mas o seu traço distintivo é outro: carrega energia.

Poucos sabem: existe uma similitude entre a catalepsia e uma técnica de reforço da medula óssea utilizada na alquimia chinesa. Lá, o que amadurece em anos de prática; aqui, o que aflora rapidamente num estado induzido. É como se o sistema se carregasse, e depois a pessoa tem muita energia interna.

Do ponto de vista polivagal, a catalepsia deriva provavelmente de reações que intervêm no momento em que uma pessoa entra em prontidão para a ação. O corpo prepara-se, carrega-se, e depois liberta. É um estado de potência silenciosa.

O sonambulismo: como entrar num filme

O sonambulismo é o estado no qual a mente se ativa. «É como entrar num filme: estais no filme e vedes» — diz o Prof. Dr. Paret. Podeis estar mais ou menos associados, mas quanto mais avançais, mais o sonambulismo se favorece, e a pessoa vive cada vez mais as suas sensações.

Pensai na última vez em que um filme vos fez perder a noção do tempo. Pois bem: o sonambulismo é isso, mas sem ecrã. As cenas que a pessoa vê resolvem o problema que ela tem na vida. É um sonho de olhos abertos, que liberta.

O sonambulismo pode ser de abandono — e então temos uma ativação do vagal ventral, a pessoa dobra-se para a frente — ou em simultâneo com ativação do simpático, quando a pessoa se move: então age e faz. Em ambos os casos, a mente abre-se e encontra soluções.

As regressões pertencem ao sonambulismo. Com as regressões, as pessoas podem ir para a própria vida ou para vidas passadas. Sobre esse ponto de vista, o Prof. Dr. Paret mantém uma posição prudente: «Digamos que é uma experiência que a pessoa vive, que é interessante, e que tudo o que sai da pessoa é significativo para a pessoa.»

O sonambulismo lúcido e a crise

No sonambulismo lúcido, a pessoa tem quase uma capacidade de telepatia, de ler e sentir de maneira incrível as sensações dos outros. Isso acontecia verdadeiramente também no estado de fascinação. O Prof. Dr. Paret conta um episódio:

«Às vezes, nos estados de sonambulismo, o sujeito sente o que dizeis. Aconteceu-me uma vez, sem falar, com um sujeito de olhos fechados: pensei “levanta o braço direito” — levantou o braço direito; “levanta o braço esquerdo” — levantou o braço esquerdo. E não tinha dito uma palavra. Havia também outras pessoas, que ficaram estupefactas. Às vezes há uma hipersensibilidade.»

— Prof. Dr. Paret

A crise, por sua vez, é uma reação muito forte de libertação. Explica-se com a teoria polivagal: é o sistema que se descarrega. Pode ser muito útil em casos muito difíceis — abusos, traumas — que se enfrentam melhor com o trabalho não verbal, porque com as palavras se arrisca amplificar o problema. No trabalho não verbal, a pessoa deixa-se ir e liberta-se gradualmente.

Letargia e êxtase: reconstituição e transformação

A letargia é um estado muito profundo de reconstituição. O Prof. Dr. Paret descreve-o como um nível «quase quântico»: o corpo toca o fundo e regenera-se. É o colapso profundo do sistema dorsal, mas como repouso absoluto, não como colapso patológico.

O êxtase é um nível ainda mais alto. «Sob um certo ponto de vista, é como se tocássemos o amor infinito» — diz o Prof. Dr. Paret. Podem existir vários tipos de êxtase, e é certamente um estado que qualquer um deveria viver. No retorno do êxtase, certos comportamentos mudam, pode-se ter uma transformação até global, uma transmutação.

O que se vive num estado profundo deixa traços nos comportamentos subsequentes. No êxtase, esses traços são indeléveis.

Como se reconhecem olhando para a pessoa

Sendo estados ligados a neurologias específicas, são facilmente distinguíveis. Eis os sinais visíveis:

  • Na fascinação, o sujeito fica ligeiramente mais rígido, sobretudo nas fascinações hipnóticas. Na magnética, o sinal é mais sutil.
  • No sonambulismo ventral (de abandono), a pessoa dobra-se para a frente.
  • Na letargia, está profundamente relaxado, quase ausente.
  • No êxtase, pode ter uma catalepsia, sobretudo ao nível das costas.

O olho treinado reconhece o estado em poucos segundos. É uma competência que se aprimora com a prática.

Como se conduzem (procedimento publicável)

O sonambulismo cria-se ativando progressivamente o plexo solar, e por isso os passos magnéticos são a melhor ferramenta se quisermos utilizar a hipnose não verbal. É um procedimento suave, progressivo, que leva o sistema nervoso a um estado de abertura.

Ou então podem-se obter efeitos de sonambulismo de outro modo: se alguém em fascinação fecha os olhos, entra diretamente em sonambulismo. É a via mais rápida, quase instantânea.

O trabalho não verbal permite uma grande liberdade ao sujeito de deixar sair qualquer coisa. Basta fazer a indução, depois pergunta-se diretamente — mesmo sem lhe dizer para ir ao passado, ele já está no passado. Utilizando a fascinação, olhamos a pessoa nos olhos e após alguns instantes podemos perguntar-lhe onde se encontra: e é como se chegasse diretamente ao passado. O olhar torna-se um meio para levar a pessoa ao passado, para a trazer a períodos antigos, e isso acontece num instante: «esta é a coisa mais estupefaciente» — diz o Prof. Dr. Paret.

Uma tradição documentada

Este mapa dos estados não é uma novidade. É uma tradição que mergulha as raízes no Oitocentos, quando o magnetismo animal era praticado sem palavras. Da Biblioteca histórica da escola, três testemunhos:

«Par magnétisme l’on ne doit pas entendre autre chose qu’une sorte d’équilibre de chaleur vitale que l’on cherche à établir entre deux individus.»

— Opúsculo oitocentista sobre o magnetismo, fundo histórico da Biblioteca

Trad: Por magnetismo não se deve entender outra coisa senão uma espécie de equilíbrio de calor vital que se procura estabelecer entre dois indivíduos.

«On a prétendu que je n’avais pas assez expliqué les moyens que j’employais pour procurer aux malades le somnambulisme magnétique.»

— Memórias de um magnetizador do Oitocentos, fundo histórico da Biblioteca

Trad: Foi-me censurado ter explicado pouco os meios que empregava para proporcionar aos doentes o sonambulismo magnético. A reticência dos velhos mestres sobre os procedimentos é ela própria um facto histórico.

«Il y a d’autres sommeils dont nous parlerons, comme dans la catalepsie, le coma et la léthargie.»

— Tratado médico oitocentista, fundo histórico da Biblioteca

Trad: Há outros sonos de que falaremos, como na catalepsia, no coma e na letargia.

O conhecimento desses estados é, portanto, um patrimônio antigo, redescoberto e sistematizado pela escola do Prof. Dr. Paret. Para aprofundar o enquadramento teórico, pode-se consultar a entrada enciclopédica Hipnose não verbal.

Segurança

«Os estados hipnóticos são todos absolutamente seguros» — afirma o Prof. Dr. Paret. E cita uma fonte: o livro de Barber, Hipnose: uma abordagem científica, que pesquisou se havia riscos com a hipnose, e nunca encontrou nenhum.

Pode-se pensar na hipnose como um estado de cura natural: um estado em que o corpo pode recuperar naturalmente. Permite tirar recursos e resolver problemas naturalmente. Como sempre, a hipnose não substitui os cuidados médicos, mas pode ser um complemento precioso.

FAQ

Pode-se ficar bloqueado num estado?
Não. Os estados hipnóticos são naturais e transitórios. O sistema nervoso volta sempre a um estado de equilíbrio. A sensação de bloqueio é uma memória, não uma condição.

Todos chegam lá?
Sim, porque o corpo responde antes das palavras. O talento especial conta menos do que se crê: a única tarefa do operador é permanecer tranquilo.

Quanto dura um estado?
Depende. A fascinação pode durar poucos instantes; a letargia pode prolongar-se por minutos. O operador acompanha o retorno com a mesma suavidade da entrada.

É preciso talento?
Não. É preciso prática. A capacidade de induzir esses estados aprende-se, como se aprende a tocar um instrumento.

Que diferença há da hipnose verbal?
A hipnose verbal é complementar. Algumas coisas fazem-se com palavras; para outras, pode-se ir mais fundo, ou chegar igualmente, sem usar palavras. Conhecer ambos os caminhos torna o operador completo.

Mais de trinta anos de pesquisa

A escola do Prof. Dr. Paret trabalha há mais de trinta anos nesses estados. Trata-se de praticar e de sentir. É um conhecimento raro, concreto e verificável.

Para quem sente que a palavra não basta, para quem procura uma via mais direta, para quem quer completar a própria formação: a porta está aberta. A entrada nos cursos passa por uma breve entrevista, para selecionar pesquisadores sérios.

O silêncio, o ritmo, a presença: o silêncio e o ritmo são os instrumentos. As mãos, a via sensorial: o chamado fluido e as mãos. E o enquadramento histórico, o Mesmerismus®.

Nenhuma fórmula para aprender: o processo é natural e passa sob as palavras.

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