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O que é a hipnose e para que serve: a resposta do Prof. Dr. Paret


O que é a hipnose e para que serve: a resposta do Prof. Dr. Paret

Quantas vezes ouvimos falar de hipnose ficando com a dúvida sobre o que ela é de verdade? Esta manhã, quando o despertador tocou e os olhos ainda estavam fechados, por alguns instantes era possível escolher: voltar ao sono ou emergir. Aquele espaço intermediário, em que poucos sabem, mas nossos globos oculares ainda estão voltados para cima como acontece no sono, já é um estado hipnagógico: um estado hipnótico natural, como uma soleira entre o sono e a vigília, que todos atravessam todos os dias. Todos falam de hipnose, poucos sabem dizer o que ela é de verdade. O Prof. Dr. Paret, que há mais de trinta anos estuda e ensina essas dinâmicas, oferece uma resposta que muda a perspectiva.

Compreender a hipnose significa, como explica o Prof. Dr. Paret, descer a um nível mais profundo do que as simples ruminações psicológicas, um nível em que estamos em contato com o nosso melhor ser. Para que serve, concretamente? Serve para gerir com mais lucidez uma reunião de trabalho stressante, recuperando a calma antes de uma decisão importante, ou para transformar o modo como reagimos aos conflitos em família, ouvindo verdadeiramente o outro em vez de responder por impulso. Serve, em substância, para trazer uma mudança profunda ao próprio modo de ser, não apenas para aprender novas técnicas: é uma energia nova que se sente por dentro e que muda a relação consigo mesmo e com os outros.

Estas capacidades não são um dom para poucos: aprendem-se e existe um método estruturado para as ensinar, proposto pelos cursos da Université Européenne, o instituto que organiza a escola. Os resultados chegam também desde logo, praticando sozinho, mas um curso ao vivo permite obter em poucos dias aquilo que de outra forma exigiria anos, graças à harmonia do grupo. Depois, para manter e aprofundar, bastam 10-15 minutos por dia de prática. Cada um pode obter excelentes resultados aplicando-se com constância: a mudança é total e rápida.

O que é a hipnose: a resposta em uma frase

“Uma vez eu teria respondido: a hipnose é comunicação. Agora digo: a hipnose é relação, porque a relação vem antes ainda da comunicação. A comunicação tem um emissor e um receptor; a relação é o recipiente que contém tudo. Eis por que o olhar é tão forte: com o olhar já criamos uma relação, tornamo-nos ponto de referência. Isso atinge também o mundo animal. E se com a palavra hipnose entendemos um estado, é o estado curativo da pessoa.”

Essa distinção é fundamental. A comunicação, com suas palavras e suas mensagens, vive dentro de um recipiente mais amplo: a relação. Quando duas pessoas se encontram, antes ainda de trocarem uma frase, já existe um campo relacional feito de olhares, posturas e presenças. O olhar, em particular, tem uma potência que atravessa o mundo animal: um predador para a presa com o olhar, uma mãe acalma o filho com o olhar. A hipnose nasce aqui, nesse espaço primordial que precede as palavras.

Quando a hipnose se vê: Virgílio e o olhar que para

O Prof. Dr. Paret conta um episódio que marcou sua compreensão da hipnose. “A primeira hipnose não verbal verdadeira que vi foi Virgílio que, simplesmente observando uma pessoa de profissão guarda-costas, a bloqueava no instante, no momento em que decidia colocar a intenção.” Virgílio, mestre de Erminio Di Pisa, por sua vez mestre do Prof. Dr. Paret, permanecia em silêncio, imóvel, essencial. Simplesmente olhava, com uma intenção clara, e o outro parava.

Em outro caso, uma pessoa ficou com as pernas bloqueadas, sem palavras e sem sons, e tentava movê-las sem conseguir. Como é possível? Porque o corpo responde antes das palavras. A mente que controla permanece tranquila, enquanto algo mais profundo assume o comando. Naquele momento, o olhar do operador torna-se um ponto de referência tão forte que o sistema nervoso do outro se sintoniza naquela frequência. Nenhuma fórmula a aprender: o processo é natural e passa sob as palavras.

Um estado que serve ao organismo

A hipnose é um estado que o organismo conhece e utiliza para curar, em vez de uma modificação imposta de fora. “Todo estado hipnótico contém capacidades. A catalepsia, que se realiza normalmente em alguns instantes, é muito semelhante ao chamado «carregar a medula óssea» da alquimia taoísta: a circulação muda, recolhemos energia. A letargia leva a um repouso profundo do corpo. Fisiologicamente, todo estado existe porque possui uma utilidade precisa para o organismo. A hipnose é o estado curativo e transformativo.”

Naquela imobilidade o corpo trabalha e se recarrega, como nas práticas da alquimia interior. É curiosa a diferença que impressiona quem chega das disciplinas orientais: o que lá amadurece em anos de exercício, aqui aflora no tempo de um olhar. É uma experiência que a pessoa atravessa, guiada por quem sabe criar as condições certas. É o transe, como muitos o chamam: um recurso fisiológico preciso.

O sonâmbulo era desenvolvido

Na tradição que o Prof. Dr. Paret representa, a hipnose é desenvolvimento de recursos, o contrário da submissão. “O que fazemos é desenvolver as dotes da pessoa: ajudá-la a tirar para fora recursos, perceber mais. Em vez de ser alguém que se impõe, o hipnotista ajuda o outro a tirar para fora sua própria potencialidade, sua própria energia.”

O sonâmbulo, na terminologia clássica, era uma pessoa que desenvolvia capacidades extraordinárias de percepção e de autorregulação, em vez de um sujeito passivo. A hipnose torna-se uma abertura, uma ampliação das possibilidades. O sujeito aprende a sentir mais, a perceber sutilezas que antes lhe escapavam, a entrar em contato com recursos interiores que permaneciam até então latentes. O operador é um guia, um facilitador. Sua única tarefa é permanecer tranquilo e criar o espaço para que o outro possa emergir.

Uma tradição documentada

Essa visão da hipnose mergulha as raízes em uma tradição oitocentista rica e documentada, em vez de ser uma novidade. O Prof. Dr. Paret reuniu em sua biblioteca obras fundamentais de Donato e du Potet, textos que “permitem abrir a mente a uma mente diferente”. A biblioteca histórica da escola conserva documentos preciosos, como esta estampa de época sobre Donato:

“En réalité le magnétisme est appelé à rendre les plus grands services thérapeutiques. Il exerce surtout une influence extrêmement favorable sur les affections nerveuses.”

(Na realidade, o magnetismo é chamado a prestar os maiores serviços terapêuticos. Exerce sobretudo uma influência extremamente favorável sobre as afecções nervosas.)

E ainda, um estudo oitocentista sobre o método de Donato, sempre do acervo da biblioteca:

“Ce que Donato exploite surtout c’est la faculté que dans la plupart des états hypnotiques possède l’expérimentateur de transmettre à son gré à d’autres personnes l’électivité que montre pour lui le sujet.”

(O que Donato explora sobretudo é a faculdade, própria da maioria dos estados hipnóticos, pela qual o experimentador pode transmitir a seu bel-prazer a outras pessoas a eletividade que o sujeito mostra por ele.)

A linhagem viva da qual o Prof. Dr. Paret é herdeiro passa por figuras fundamentais. Racanelli, que conheceu através de seu mestre Bacci, falava do fluido vital: mais que hipnotista, era um magnetista, obtinha resultados com o magnetismo. Dele Bacci aprendeu as técnicas depois transmitidas a Paret. Um magnetizador italiano do Oitocentos, sempre do acervo histórico da biblioteca, escrevia:

“L’azione del magnetismo non altro è che una sostituzione del proprio modo di vibrare il proprio fluido vitale nel fluido vitale dell’altro individuo, onde questi, sebbene conservi il proprio fluido, pure vive la mia vita, vibrando il suo fluido colle mie vibrazioni.”

Essa tradição, reunida e guardada pelo Prof. Dr. Paret, representa um patrimônio de conhecimentos que a modernidade em grande parte esqueceu. A redescoberta desse saber é uma das tarefas da escola.

O erro comum e o segredo

O erro mais difundido, segundo o Prof. Dr. Paret, é “fazer uma hipnose demasiado consciente e procedural. Na verdadeira hipnose é o inconsciente do hipnotista que fala ao inconsciente do hipnotizado. Devemos dar prevalência ao inconsciente. Podemos estabelecer o que virá, mas é diferente de querer programá-lo: temos uma percepção inconsciente que nos guia.”

Conheceis a diferença entre estabelecer e programar? É sutil, mas crucial. Estabelecer significa ter uma direção clara, uma intenção. Programar significa querer controlar cada detalhe, cada passagem. O primeiro caminho respeita a naturalidade do processo; o segundo o bloqueia. O segredo é este: “Sentir como podemos criar, naquele momento, relação. É a mente inconsciente que dá essa resposta: devemos entrar em contato com nossa mente inconsciente.”

Que relação há entre PNL e hipnose não verbal? São complementares. Algumas coisas se fazem com palavras e com a voz; para outras, pode-se ir mais a fundo, ou chegar igualmente, sem usar palavras. Conhecer ambos os caminhos torna o operador completo. No passado trabalhava-se inteiramente sem palavras, e é possível também hoje: às vezes pode-se começar diretamente sem usar palavras. “O que sobretudo ensino é aumentar a sensibilidade: do operador e do sujeito. Então temos a comunicação de inconsciente a inconsciente: a hipnose torna-se uma abertura. A linguagem não verbal é a mais primitiva e imediata; e como se sabe, o não verbal conta até 93%.”

Para que serve hoje

A hipnose ajuda a mudar a vida transformando atitudes, percepções e comportamentos. Essa abordagem é a chave para mais energia, mais carisma, capacidade de comunicação. Os medos começam a desaparecer, a pessoa se abre ao mundo.

Décadas de estudos reconhecem-lhe uma base científica sólida: a pesquisa clínica documenta alívio da dor e da ansiedade, um sono melhor e uma qualidade de vida mais ampla, sempre ao lado dos cuidados médicos. É crucial: as neuroimagens mostram uma atividade cerebral modificada durante o estado hipnótico, o fenômeno possui uma base fisiológica mensurável.

É aqui a diferença que conta: o que dá a mais a abordagem magnética? Age antes das palavras, sobre a própria relação. Visa ao desenvolvimento da pessoa inteira — além do alívio, a transformação. “Tiro para fora a essência das pessoas: ajudo-as a serem elas mesmas 100%.”

Uma anedota de Erminio Di Pisa, mestre do Prof. Dr. Paret, ilustra bem essa potência. Numa televisão, um técnico sofria ao levantar um objeto. Di Pisa lhe perguntou: “Mas o que você tem, dor nas costas? Olha, observe-me atentamente: um, dois, três… onde está a dor nas costas?” Sumiu. Com a só presença e intenção, com a simplicidade de três números contados e de um olhar. Uma indução tão rápida parece mágica; é método.

A pesquisa do Prof. Dr. Paret aprofunda a hipnose não verbal e o aspecto energético, com um projeto plurianual de confronto entre tradições orientais e ocidentais, de valor também acadêmico: o CAIRN Consortium — a CAIRN Alliance, rede acadêmica internacional fundada pelo Prof. René William Leon, da qual o Prof. Dr. Paret continua a herança operativa. Essa pesquisa o leva a falar frequentemente de “Alquimia magnética”, em conexão com o Neidan, a alquimia interior taoísta. O magnetismo, nessa perspectiva, é uma forma de alquimia: uma transformação profunda da pessoa através da circulação da energia.

Para quem quer aprofundar, a escola oferece percursos sobre hipnose não verbal, presença, comunicação não verbal magnética, passos magnéticos e rapport magnético.

FAQ

A hipnose é perigosa?
A hipnose é um estado natural que toda pessoa atravessa diariamente. As técnicas ensinadas pela escola são seguras e respeitam sempre a vontade da pessoa. A hipnose é um desenvolvimento de recursos, o contrário do controle. Para qualquer condição médica, recomenda-se de todo modo consultar o próprio médico.

Preciso acreditar na hipnose para que funcione?
A hipnose requer prática e experiência, em vez de fé. O corpo responde antes das palavras, e a prática leva a resultados verificáveis.

Quanto tempo é necessário para aprender?
Menos do que se imagina. Os cursos da escola preveem um percurso estruturado que leva a resultados concretos em tempos razoáveis. A seleção na entrada garante que cada participante esteja pronto para o percurso.

A hipnose não verbal funciona com todos?
Sim. O corpo responde antes das palavras; também os animais entram em estados profundos: a relação vem antes da comunicação.

Posso usar a hipnose para obrigar alguém?
Seu propósito é libertar. As técnicas ensinadas são potentíssimas e devem ser usadas para inspirar. A ética é o fundamento de toda prática: a hipnose é um estado natural, orientado ao desenvolvimento da pessoa.

Este é um segredo: a chave está no não verbal, a atenção guia a energia, menos vontade de esforço e mais sentir. A escola do Prof. Dr. Paret, com sua tradição que atravessa Racanelli, Bacci, Virgílio e Di Pisa, guarda um saber raro e verificável. Para os pesquisadores sérios, a entrada nos cursos passa por uma breve entrevista. A soleira está aberta.


Sobre a escola: O que é a Hipnose — a página histórica em neurolinguistic.com

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