O Poder do Silêncio – A Hipnose Não Verbal

O facto é que muitos hipnoterapeutas simplesmente não conseguem que os seus clientes vejam tais resultados. Em particular, os hipnotistas ericksonianos têm muitas dificuldades em instaurar níveis tão rápidos e profundos de transe e uma extrema receptividade à sugestão, porque apenas “arranham a superfície”, por assim dizer.

Acredito que as pessoas que praticam a hipnose falada tradicional, mais cedo ou mais tarde, reconhecem que:

1. Há algo intangível que não pode ser posto em palavras e que dá resultados.
2. Estão sempre muito intrigadas pelo poder do olho, pois a hipnose está muito ligada ao poder do olhar.
3. Querem encontrar uma técnica com a qual obtenham poderosos estados semelhantes ao transe com os seus clientes, como aqueles que veem nos filmes (como Trance, The Manchurian Candidate, K-Pax, etc.)

Nos filmes, o hipnotista diz frequentemente ao cliente: “E agora esquecereis” e o sujeito esquece. Ou “dentro de poucos segundos pensareis no número 3, mas não sabereis que eu vos disse”. Estes tipos de cenários são, na maioria dos casos, realizáveis com pessoas na vida real, contudo a maioria dos hipnotistas não são muito bons hipnotistas, por isso estão à procura de algo mais forte.

Acredito que isto acontece porque algures ao longo do caminho as coisas se separaram da verdadeira fonte. Os pioneiros da hipnose como Mesmer, Esdaille, Braid e claro os egípcios, lá onde tudo começou, compreendiam e praticavam a arte da influência não verbal assim como a hipnose falada. É através de aspetos como o olhar, o Magnetismo Animal, a fascinação e outras interações intangíveis entre cliente e praticante que a verdadeira mudança impressionante acontece. As palavras por si só frequentemente não são suficientes para ter tal impacto como aquele que vedes nos filmes ou nos hipnotistas de palco. Vai muito mais fundo.

É interessante notar que pessoalmente acredito que o uso de métodos não verbais tem os melhores resultados também para o tratamento de condições físicas. Nas minhas próprias experiências vi uma maior mudança quando uso tais métodos do que se usasse apenas palavras faladas. Isto é também particularmente verdade quando se faz trabalho à distância. Sou frequentemente chamado a trabalhar com pessoas que não falam a minha língua. Nestes casos a comunicação não verbal é a única possibilidade. O olhar é incrivelmente poderoso e transcende todas as barreiras linguísticas.

Também notei que a hipnose falada pode por vezes até interferir com o processo natural do transe e o subconsciente do sujeito porque é preciso tempo para que as palavras sejam processadas, e isto pode ser uma distração que traz o subconsciente de volta a um estado mais desperto. O praticante por vezes precisa de falar muito antes de começar. Isto dilui a eficácia de tais sessões.

Em resumo, queria apenas partilhar a minha opinião sobre este assunto: há sempre mais do que palavras quando se trata da interação entre cliente e praticante. Isto forma a base do que ensino na minha academia de formação. Se sois hipnoterapeutas ou quereis saber mais, visitai as minhas páginas de formação aqui para consultar todas as diferentes opções que tenho para formação em hipnose não verbal.

– Dr. Marco Paret

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